Dado o clima que se tem verificado neste ano de 2010, por este Entrudo, podemos acreditar que iremos ter um tempo pela Páscoa que será de estalo.
Entre frio, vento e chuva, de nada tem faltado por estes dias de folia, com pesar de bastantes por limitar fortemente as actividades no exterior.
Ora, o provérbio afirma que:
"Entrudo chuvoso, Páscoa formosa"
Dado que a primeira parte tem sido real, após a quaresma poderemos confirmar se se cumpre a segunda parte.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Carnaval em casa e Páscoa na praça
Sendo hoje, dia de São Valentim, igualmente o domingo de Carnaval, neste ano de 2010, em que o clima remeteu frio (muito), alguma chuva e vento, o que veio contrariar os desejos de todos em festejar ao ar livre o Entrudo, mostra-se que se cumpre a primeira parte do nosso provérbio.
Claro que só quando o Carnaval acabar na próxima terça feira poderemos afirmar com toda a certeza de que este três dias tiveram que ser gozados em casa.
E depois disso, ainda teremos que aguardar que decorra a Quaresma para, no final desta, verificarmos se o nosso provérbio de hoje se completa:
"Carnaval em casa e Páscoa na praça".
Claro que só quando o Carnaval acabar na próxima terça feira poderemos afirmar com toda a certeza de que este três dias tiveram que ser gozados em casa.
E depois disso, ainda teremos que aguardar que decorra a Quaresma para, no final desta, verificarmos se o nosso provérbio de hoje se completa:
"Carnaval em casa e Páscoa na praça".
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
Fevereiro frio e molhado enche o celeiro e farta o gado
No presente ano de 2010, e passado que vai quase meio mês, tem sido este o ditado mais aplicado, pois em termos meteorológicos tem vindo o mês a ser farto em chuvas e aguaceiros e não menos em dias bem frios.
Bem molhados vão os campos o que atrasa algumas pequenas tarefas agrícolas da época por ser difícil neles entrar.
A floração da época também está a ser rápida e os pastos nos campos estão bem providos pelo que os animais não se podem queixar da variedade e quantidade de alimento.
Os frios também têm sido bons para o final dos processos de adega, pois os vinhos estão na fase em que o frio é o seu melhor amigo.
Como diz o ditado, este mês de Fevereiro neste ano de 2010 não vai nada mal!
Bem molhados vão os campos o que atrasa algumas pequenas tarefas agrícolas da época por ser difícil neles entrar.
A floração da época também está a ser rápida e os pastos nos campos estão bem providos pelo que os animais não se podem queixar da variedade e quantidade de alimento.
Os frios também têm sido bons para o final dos processos de adega, pois os vinhos estão na fase em que o frio é o seu melhor amigo.
Como diz o ditado, este mês de Fevereiro neste ano de 2010 não vai nada mal!
sábado, 16 de janeiro de 2010
Em Janeiro, neve e frio, é de esperar ardor no Estio
Estamos perante mais um provérbio que pretende ser de cariz climatológico.
O facto de um mês de Janeiro ter características vulgares para a época do ano, Inverno, de neve e frio não é indicativo seguro que o Estio vai ser muito quente.
Da mesma forma como no Inverno se espera, frio, neve e chuva, também no Verão se esperarão dias quentes e de calmaria.
Digamos que isso é a tendência genérica dessas estações do ano. Também em termos estatísticos, poderíamos ter uma tentativa da Natureza de manter um certo valor médio anual, pelo que, a um período extremo num determinado sentido surgiria um outro período extremo no sentido inverso.
Mas o ditado poderá ter mais de carácter psicológico, uma vez que a mente humana após ter referenciado um período frio e agreste ao chegar ao Verão terá tendência para sentir todo e qualquer tempo calmoso como mais efectivo do que os parâmetros meteorológicos o possam evidenciar.
O facto de um mês de Janeiro ter características vulgares para a época do ano, Inverno, de neve e frio não é indicativo seguro que o Estio vai ser muito quente.
Da mesma forma como no Inverno se espera, frio, neve e chuva, também no Verão se esperarão dias quentes e de calmaria.
Digamos que isso é a tendência genérica dessas estações do ano. Também em termos estatísticos, poderíamos ter uma tentativa da Natureza de manter um certo valor médio anual, pelo que, a um período extremo num determinado sentido surgiria um outro período extremo no sentido inverso.
Mas o ditado poderá ter mais de carácter psicológico, uma vez que a mente humana após ter referenciado um período frio e agreste ao chegar ao Verão terá tendência para sentir todo e qualquer tempo calmoso como mais efectivo do que os parâmetros meteorológicos o possam evidenciar.
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Janeiro frio e molhado enche a tulha e farta o gado
Dizendo o ditado que sendo o Janeiro frio e molhado, sucede que iremos encher a tulha no celeiro e que o gado andará farto.
Mais ligado à agricultura não podia andar este ditado climatológico.
O molhado entende-se como um mês com chuvas, enchendo bem as terras do líquido aquoso, possibilitando uma recarga dos aquíferos mantendo uma reserva de águas subterrâneas que em período mais avançado do ano bastante essencial será na evolução dos plantios.
O frio terá várias vertentes: por um lado melhora o desenvolvimento dos vinhos nas respectivas pipas; por outro, conservará os produtos nos celeiros; também prolongará o desenvolvimento das culturas impedindo desenvolvimentos extemporâneos das culturas, sem perda das sementeiras já efectuadas, ou atraso das sementeiras a efectuar para alturas mais convenientes.
Sendo o desenvolvimento das plantas mais harmonioso, não só se ganha no número de frutos que surgirão, como a própria vegetação proporcionará maiores e melhores pastos para o gado.
Até agora os primeiros dez dias do mês de Janeiro assim têm ocorrido proporcionando boas esperanças.
Mais ligado à agricultura não podia andar este ditado climatológico.
O molhado entende-se como um mês com chuvas, enchendo bem as terras do líquido aquoso, possibilitando uma recarga dos aquíferos mantendo uma reserva de águas subterrâneas que em período mais avançado do ano bastante essencial será na evolução dos plantios.
O frio terá várias vertentes: por um lado melhora o desenvolvimento dos vinhos nas respectivas pipas; por outro, conservará os produtos nos celeiros; também prolongará o desenvolvimento das culturas impedindo desenvolvimentos extemporâneos das culturas, sem perda das sementeiras já efectuadas, ou atraso das sementeiras a efectuar para alturas mais convenientes.
Sendo o desenvolvimento das plantas mais harmonioso, não só se ganha no número de frutos que surgirão, como a própria vegetação proporcionará maiores e melhores pastos para o gado.
Até agora os primeiros dez dias do mês de Janeiro assim têm ocorrido proporcionando boas esperanças.
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sábado, 2 de janeiro de 2010
2010 = Ano Par
Creio que ninguém tem dúvidas de que o ano que acaba de começar é um ano PAR.
Em bons velhos tempos aprendia-se, pelo menos, na segunda classe da apelidada Instrução Primária. Actualmente não sei, mas não ficaria espantado se tal noção apenas fosse ensinada no nível do ensino secundário. Com um pouco de sorte ainda será no ensino ... universitário.
Portanto, para aqueles que não sabem, 2010 é um número par, dado que o algarismo mais significativo à sua direita é um algarismo par (Zero), formando a dezena dez.
Vem tudo isto a propósito de um refrane castelhano que acabo de encontrar, folheando um livro de refranes, com o seguinte texto:
"En anos nones no hay que temer ciclones;
en anos pares los habrá a millares"
O que podemos tomar em bom português como:
"Em anos ímpares não há que temer ciclones;
em anos pares eles serão aos milhares"
Nada nas estatísticas climatologicas demonstra tal facto de forma pura e científica o que não retirará que em épocas possam ter sucedido sequências de anos pares em que a tendência para o aparecimento de ciclones tenha sido maior do que nos anos ímpares concomitantes.
E talvez seja bom referenciar aqui outro provérbio, "Uma andorinha não faz a Primavera", para que não tomem circunstâncias ocasionais e num breve período como representativas de um longo período.
Pode ser que 2010, sendo Par, não venha a ter mais ciclones do que os que teve 2009.
Em bons velhos tempos aprendia-se, pelo menos, na segunda classe da apelidada Instrução Primária. Actualmente não sei, mas não ficaria espantado se tal noção apenas fosse ensinada no nível do ensino secundário. Com um pouco de sorte ainda será no ensino ... universitário.
Portanto, para aqueles que não sabem, 2010 é um número par, dado que o algarismo mais significativo à sua direita é um algarismo par (Zero), formando a dezena dez.
Vem tudo isto a propósito de um refrane castelhano que acabo de encontrar, folheando um livro de refranes, com o seguinte texto:
"En anos nones no hay que temer ciclones;
en anos pares los habrá a millares"
O que podemos tomar em bom português como:
"Em anos ímpares não há que temer ciclones;
em anos pares eles serão aos milhares"
Nada nas estatísticas climatologicas demonstra tal facto de forma pura e científica o que não retirará que em épocas possam ter sucedido sequências de anos pares em que a tendência para o aparecimento de ciclones tenha sido maior do que nos anos ímpares concomitantes.
E talvez seja bom referenciar aqui outro provérbio, "Uma andorinha não faz a Primavera", para que não tomem circunstâncias ocasionais e num breve período como representativas de um longo período.
Pode ser que 2010, sendo Par, não venha a ter mais ciclones do que os que teve 2009.
sábado, 5 de setembro de 2009
Em Setembro secam as fontes e a chuva leva as pontes
O mês de Setembro, pelo menos na sua primeira parte ainda é de tempo quente, mais moderado que o Agosto, mas ainda parecendo uma continuação deste.
Consoante se avança pelo mês, as noites vão sendo mais reconfortantes pela sua amenidade, apesar de durante a parte diurna ainda o sol dar mostras do seu poder.
Também é hábito deste mês, consoante se aproxima o Equinócio de Outono, surgirem fortes trovoadas e aguaceiros que normalmente provocam alguns estragos.
Esses estragos não são tanto pela dureza do fenómeno atmosférico mas mais pela incúria humana que levou todo o Verão e encher de lixo os leitos das diversas linhas de água, incluindo os sistemas pluviais urbanos.
Assim quando Setembro brinda com um forte aguaceiro as inundações são mais que muitas, todas pelo motivo atrás expresso. Depois no resto do período habitual de precipitações, mesmo quando as mesmas são de maiores dimensões já não sucedem tal tipo de inundações.
Os arcos de uma ponte a obstruir o caudal elevado e momentâneo de uma linha de água podem conduzir ao colapso da estrutura.
Consoante se avança pelo mês, as noites vão sendo mais reconfortantes pela sua amenidade, apesar de durante a parte diurna ainda o sol dar mostras do seu poder.
Também é hábito deste mês, consoante se aproxima o Equinócio de Outono, surgirem fortes trovoadas e aguaceiros que normalmente provocam alguns estragos.
Esses estragos não são tanto pela dureza do fenómeno atmosférico mas mais pela incúria humana que levou todo o Verão e encher de lixo os leitos das diversas linhas de água, incluindo os sistemas pluviais urbanos.
Assim quando Setembro brinda com um forte aguaceiro as inundações são mais que muitas, todas pelo motivo atrás expresso. Depois no resto do período habitual de precipitações, mesmo quando as mesmas são de maiores dimensões já não sucedem tal tipo de inundações.
Os arcos de uma ponte a obstruir o caudal elevado e momentâneo de uma linha de água podem conduzir ao colapso da estrutura.
sábado, 29 de agosto de 2009
Em Agosto secam as fontes e ardem os montes
A primeira parte deste provérbio é apenas uma análise climatológica e hidrológica de Portugal, na maioria do seu território, neste mês central do Verão.
A pluviosidade é praticamente nula em todo o território continental o que adicionado ao clima quente e de forte insolação faz com que a hidrologia seja bastante afectada e apenas as fontes de água de maior alimentação continuam a brotar. Todas as outras de menor alimentação vêem os seus caudais reduzidos e anulados.
Mas este efeito também se transmite à vegetação onde uma baixa taxa de humidade e uma forte taxa de insolação acrescida pelo número de horas da sua duração origina que a vegetação esteja bem parca de águas, muita dela seca, originando uma boa fonte de material combustível.
Se em termos climatológicos as coisas não se têem alterado de modo muito significativo, já quanto à segunda parte do provérbio o mesmo não se pode afirmar.
É que até ao século XX os montes em Agosto ardiam ou por motivos naturais que originavam o foco de incêndio ou por alguma imprevidência nos trabalhos agrícolas sendo ambas pouco frequentes. A terceira causa, de frequência raríssima, era a de origem na malvadez humana.
No século XXI, quer os motivos naturais quer as imprevidências nos trabalhos agrícolas, continuam com a mesma baixa taxa de aparecimento. Mas já quanto à terceira causa, a malvadez humana, esta subiu para taxas de acontecimento nunca vistas, sendo quase constantes e diárias.
Já faltam poucos dias para acabar o Agosto!
A pluviosidade é praticamente nula em todo o território continental o que adicionado ao clima quente e de forte insolação faz com que a hidrologia seja bastante afectada e apenas as fontes de água de maior alimentação continuam a brotar. Todas as outras de menor alimentação vêem os seus caudais reduzidos e anulados.
Mas este efeito também se transmite à vegetação onde uma baixa taxa de humidade e uma forte taxa de insolação acrescida pelo número de horas da sua duração origina que a vegetação esteja bem parca de águas, muita dela seca, originando uma boa fonte de material combustível.
Se em termos climatológicos as coisas não se têem alterado de modo muito significativo, já quanto à segunda parte do provérbio o mesmo não se pode afirmar.
É que até ao século XX os montes em Agosto ardiam ou por motivos naturais que originavam o foco de incêndio ou por alguma imprevidência nos trabalhos agrícolas sendo ambas pouco frequentes. A terceira causa, de frequência raríssima, era a de origem na malvadez humana.
No século XXI, quer os motivos naturais quer as imprevidências nos trabalhos agrícolas, continuam com a mesma baixa taxa de aparecimento. Mas já quanto à terceira causa, a malvadez humana, esta subiu para taxas de acontecimento nunca vistas, sendo quase constantes e diárias.
Já faltam poucos dias para acabar o Agosto!
sábado, 1 de agosto de 2009
Em Agosto escolhe Tavira se tens bom gosto
Acaba de entrar este mês o oitavo do calendário gregoriano e juliano. Também é o segundo mês do Verão e durante o mês se atinge o equador dessa estação do ano.
Mês quente e soalheiro embora por vezes também apareça pelo norte de Portugal o seu aguaceiro.
É o mês de férias por excelência agora que todos pensam que a praia é o fino das férias. Existem locais de interior onde este mês é bem mais prazenteiro para quem nele se acolhe do que as escaldantes praias de sol e água do mar inundadas por multidões.
Também é o mês das festas e romarias, algumas com créditos firmados.
Se a tua escolha for a recomendada no titulo encontrarás nos primeiros dias do mês as festas típicas de uma comunidade local de pescadores com fortes tradições. São as festas da capital do Polvo.
Também encontrarás outras actividades que ajudarão a ocupar os momentos de lazer.
Mês quente e soalheiro embora por vezes também apareça pelo norte de Portugal o seu aguaceiro.
É o mês de férias por excelência agora que todos pensam que a praia é o fino das férias. Existem locais de interior onde este mês é bem mais prazenteiro para quem nele se acolhe do que as escaldantes praias de sol e água do mar inundadas por multidões.
Também é o mês das festas e romarias, algumas com créditos firmados.
Se a tua escolha for a recomendada no titulo encontrarás nos primeiros dias do mês as festas típicas de uma comunidade local de pescadores com fortes tradições. São as festas da capital do Polvo.
Também encontrarás outras actividades que ajudarão a ocupar os momentos de lazer.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Se queres boas peras deves semear em Julho
Parece um pouco estranho pois o mês de Julho é mais de colheita do que semeadura.
Sendo que a pêra é um fruto, proveniente de árvore que mais se usa de fazê-la por enxerto, aproveitando o desenvolvimento do antigo com o novo, também parece um pouco estranho o provérbio.
Mas...
Se tomarmos as pêras não como fruto directamente mas como algo que nos serve de recompensa após os trabalhos da ceifa e da debulha não se deve descurar a horta semeando praticamente todos os artigos desta que usamos na alimentação, para o início do tempo frio (agrião, alface,beldroega, cenoura, nabo, rabanete, salsa).
Sendo que a pêra é um fruto, proveniente de árvore que mais se usa de fazê-la por enxerto, aproveitando o desenvolvimento do antigo com o novo, também parece um pouco estranho o provérbio.
Mas...
Se tomarmos as pêras não como fruto directamente mas como algo que nos serve de recompensa após os trabalhos da ceifa e da debulha não se deve descurar a horta semeando praticamente todos os artigos desta que usamos na alimentação, para o início do tempo frio (agrião, alface,beldroega, cenoura, nabo, rabanete, salsa).
sábado, 18 de julho de 2009
Em Julho, beber e suar e o fresco em balde buscar
Aqui temos mais um provérbio climatológico ao alertar para os calores do mês de Julho.
Na realidade este mês é tradicionalmente quente em Portugal, e porque não na Península Ibérica, especialmente durante o período diurno. Por vezes até a noite é calmosa e quente, dando pouco alívio ao ambiente diurno.
Daí que seja natural uma maior corrida à agua fresca para refrescar e matar a sede, tal como a maior tendência à sudação pela parte do corpo humano.
E o fresco que se busca no balde tanto pode ser a água fresca do poço para beber ou para molhar o corpo na tentativa de obter algum alívio.
Em terras de Espanha existe igualmente um refran de efeito similar ao nosso que aqui comentamos:
"En Julio, donde anda el mozo? En la acequia o en el pozo".
Já os mouros espanhois diziam:
"En Julio se muere un hombre de sed entre un pozo y una aljibe".
Que a água do poço esteja fresca!
Na realidade este mês é tradicionalmente quente em Portugal, e porque não na Península Ibérica, especialmente durante o período diurno. Por vezes até a noite é calmosa e quente, dando pouco alívio ao ambiente diurno.
Daí que seja natural uma maior corrida à agua fresca para refrescar e matar a sede, tal como a maior tendência à sudação pela parte do corpo humano.
E o fresco que se busca no balde tanto pode ser a água fresca do poço para beber ou para molhar o corpo na tentativa de obter algum alívio.
Em terras de Espanha existe igualmente um refran de efeito similar ao nosso que aqui comentamos:
"En Julio, donde anda el mozo? En la acequia o en el pozo".
Já os mouros espanhois diziam:
"En Julio se muere un hombre de sed entre un pozo y una aljibe".
Que a água do poço esteja fresca!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
São João namoradeiro, Santo António casamenteiro
A festa de S. João, normalmente iniciada na noite que antecede o dia e que se estende madrugada fora até aos alvores do próprio dia, é bastante propícia em épocas de trabalho, a se iniciarem os derriços.
Dos três santos populares, que neste mês congregam as festas juninas, a de São João costuma ser a mais animada, até porque sendo próxima do solstício de Verão no hemisfério Norte, tem uma noite curta para um período diurno bem longo.
Depois já é uma festa de Verão, ao contrário de Santo António que é uma festa de fim de Primavera.
Em muitos locais a madrugada deste dia 24 de Junho, era preenchida por bailes que duravam enquanto houvesse gente com ganas de festejar o santo, o que representava toda a madrugada.
Quando a alvorada mostrava todo o seu esplendor, era altura de os bailadores, tocadores e cantadores, agrupados em pares, abandonarem o local do baile e seguirem em direcção aos canaviais que existissem nas redondezas. Normalmente os locais dos canaviais são locais frescos e com existência de água.
Durante o percurso, a música continuava tal como o cantar ao desafio, e uma vez chegados ao local aproveitam para refrescar e descansarem de uma noite de folia e dança.
Depois já manhã feita, quando o Sol já calava alto era o regresso e os pares traziam caniços apanhados no local, ainda verdes.
Claro que nestes andamentos por vezes nasciam ou consolidavam-se namoros, os quais quando frutificavam passavam à regência do santo do ministério do casamento, no ano seguinte.
Daí a razão do provérbio que serve de título a este naco de prosa!
Não posso deixar de referir aqui um provérbio castelhano também relacionado com o S. João:
"Sanjuanada (24 de Junio) venida, primavera ida."
Dos três santos populares, que neste mês congregam as festas juninas, a de São João costuma ser a mais animada, até porque sendo próxima do solstício de Verão no hemisfério Norte, tem uma noite curta para um período diurno bem longo.
Depois já é uma festa de Verão, ao contrário de Santo António que é uma festa de fim de Primavera.
Em muitos locais a madrugada deste dia 24 de Junho, era preenchida por bailes que duravam enquanto houvesse gente com ganas de festejar o santo, o que representava toda a madrugada.
Quando a alvorada mostrava todo o seu esplendor, era altura de os bailadores, tocadores e cantadores, agrupados em pares, abandonarem o local do baile e seguirem em direcção aos canaviais que existissem nas redondezas. Normalmente os locais dos canaviais são locais frescos e com existência de água.
Durante o percurso, a música continuava tal como o cantar ao desafio, e uma vez chegados ao local aproveitam para refrescar e descansarem de uma noite de folia e dança.
Depois já manhã feita, quando o Sol já calava alto era o regresso e os pares traziam caniços apanhados no local, ainda verdes.
Claro que nestes andamentos por vezes nasciam ou consolidavam-se namoros, os quais quando frutificavam passavam à regência do santo do ministério do casamento, no ano seguinte.
Daí a razão do provérbio que serve de título a este naco de prosa!
Não posso deixar de referir aqui um provérbio castelhano também relacionado com o S. João:
"Sanjuanada (24 de Junio) venida, primavera ida."
terça-feira, 2 de junho de 2009
Junho calmoso, ano famoso
Já entrou o Junho e já foi o primeiro consagrado à Criança.
E entrou bem calmoso a chamar pelo provérbio.
É o mês dos Santos Populares e do Solstício de Verão para o hemisfério Norte.
Habitualmente é um prenúncio do mês que se lhe segue, o Julho, que costuma seguir as suas pisadas em termos climáticos.
Também significa que a Primavera está a findar dando passo ao Verão.
Sendo igualmente este mês o sexto mês na contagem do calendário gregoriano então quando finalizar estará decorrido praticamente metade do ano.
Com a entrada que nos presenteou creio que iremos ter um ano famoso, especialmente aos sucessos biológicos que se auspiciam para a botânica.
E entrou bem calmoso a chamar pelo provérbio.
É o mês dos Santos Populares e do Solstício de Verão para o hemisfério Norte.
Habitualmente é um prenúncio do mês que se lhe segue, o Julho, que costuma seguir as suas pisadas em termos climáticos.
Também significa que a Primavera está a findar dando passo ao Verão.
Sendo igualmente este mês o sexto mês na contagem do calendário gregoriano então quando finalizar estará decorrido praticamente metade do ano.
Com a entrada que nos presenteou creio que iremos ter um ano famoso, especialmente aos sucessos biológicos que se auspiciam para a botânica.
sábado, 30 de maio de 2009
Maio frio e Junho quente fazem bom pão e vinho valente
Está quase a terminar este mês de Maio do ano de 2009 e em termos climatológicos podemos afirmar que este mês de Maio não se mostrou muito por trovoadas.
Se as houve foram de trovões bem silenciosos!
Mas mostrou-se o mês, depois de um início bem quente e claro, por muitas nuvens com a companhia de aguaceiros pelo que não havendo as tradicionais trovoadas pelo menos houve água q.b.
Mas durante uma metade do mês mostrou-se este Maio como um mês frio para a época que se esperava, com grandes amplitudes térmicas entre as diurnas e as nocturnas.
Ao chegarem os últimos cinco dias do mês virou finalmente para o tempo que se avizinha no mês que se segue, dias claros e quentes com noites mornas e aprazíveis.
Tudo indica que a espiga dará bom grão e daí teremos bom pão.
E o vinho também agradece.
E nos dias escuros, quem tiver uma boa malga de vinho e um naco de pão, mesmo sem conduto, já não morrerá de fome.
Se as houve foram de trovões bem silenciosos!
Mas mostrou-se o mês, depois de um início bem quente e claro, por muitas nuvens com a companhia de aguaceiros pelo que não havendo as tradicionais trovoadas pelo menos houve água q.b.
Mas durante uma metade do mês mostrou-se este Maio como um mês frio para a época que se esperava, com grandes amplitudes térmicas entre as diurnas e as nocturnas.
Ao chegarem os últimos cinco dias do mês virou finalmente para o tempo que se avizinha no mês que se segue, dias claros e quentes com noites mornas e aprazíveis.
Tudo indica que a espiga dará bom grão e daí teremos bom pão.
E o vinho também agradece.
E nos dias escuros, quem tiver uma boa malga de vinho e um naco de pão, mesmo sem conduto, já não morrerá de fome.
sábado, 23 de maio de 2009
Em Maio a chuvinha de Ascensão dá palhinhas e pão
Neste Maio de 2009 não houve chuvas ou trovoadas no dia da Espiga (Quinta Feira de Ascensão) mas sim no sábado seguinte, com nuvens pesadas e passageiras que, à sua passagem, iam deixando cair apressadas e fortes as suas gotas.
Esta água que vem do céu chega mesmo na hora certa para encher a seara que já se aproxima do momento da ceifa.
O seu aparecimento proporciona a última oportunidade da planta ganhar corpo não só no grão como na própria planta. Ora ganhar corpo no grão, seja ele trigo, centeio ou ceveda, representa mais grão ou grão mais cheio, donde mais possibilidade de farinha e consequentemente, o pão.
Já para a planta se ela encher um pouco mais, isto significará mais palha ou por outras palavras mais forragem para o gado.
Portanto, aproveitemos estas últimas chuvas para que o celeiro e o redil estejam em grande.
Esta água que vem do céu chega mesmo na hora certa para encher a seara que já se aproxima do momento da ceifa.
O seu aparecimento proporciona a última oportunidade da planta ganhar corpo não só no grão como na própria planta. Ora ganhar corpo no grão, seja ele trigo, centeio ou ceveda, representa mais grão ou grão mais cheio, donde mais possibilidade de farinha e consequentemente, o pão.
Já para a planta se ela encher um pouco mais, isto significará mais palha ou por outras palavras mais forragem para o gado.
Portanto, aproveitemos estas últimas chuvas para que o celeiro e o redil estejam em grande.
sábado, 7 de março de 2009
Em Março e em Setembro, o tempo muda
Estamos a falar dos meses onde sucedem os equinócios, ou de outra forma, os meses em que se iniciam as estações do ano que nas zonas temperadas da Terra, são as estações de transição entre as duas estações extremas do ano.
Em Março, temos o equinócio da Primavera que marca o início desta estação que vai marcar a transição da estação do ano de carácter forte que é o Inverno, com o seu tempo gelado e chuvas, para a estação também de carácter forte que é o Verão, com o seu tempo quente e seco.
A Primavera é uma estação do ano que está tradicionalmente ligada à renovação da vida, pelo menos na sua parte inicial, onde se fala da chegada das aves de arribação, preparação para o acasalamento, tal como na parte das plantas com o início das primeiras florações.
Já na sua parte final estamos a falar das espigas, antecedendo as colheitas de Verão.
E com o equinócio da Primavera, os habitantes do hemisfério norte começam a beneficiar de dias com uma duração da sua parte diurna superior à da parte noturna.
Em Março, temos o equinócio da Primavera que marca o início desta estação que vai marcar a transição da estação do ano de carácter forte que é o Inverno, com o seu tempo gelado e chuvas, para a estação também de carácter forte que é o Verão, com o seu tempo quente e seco.
A Primavera é uma estação do ano que está tradicionalmente ligada à renovação da vida, pelo menos na sua parte inicial, onde se fala da chegada das aves de arribação, preparação para o acasalamento, tal como na parte das plantas com o início das primeiras florações.
Já na sua parte final estamos a falar das espigas, antecedendo as colheitas de Verão.
E com o equinócio da Primavera, os habitantes do hemisfério norte começam a beneficiar de dias com uma duração da sua parte diurna superior à da parte noturna.
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