segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tavira e a Paremiologia II

Estamos no último dia do mês de Novembro, que este ano, mais uma vez, foi bastante trabalhoso na cidade de Tavira no que diz respeito a Provérbios, Adágios, Refranes e similares de Paremiologia.

Realizou-se o III Congresso Internacional e Interdisciplinar de Paremiologia, com a presença de bastantes interessados que seguiram e/ou apresentaram trabalhos. Estavam inscritos cerca de uma centena de participantes, representando 26 países de quatro continentes.

Foi uma semana de convívio internacional na cidade do Gilão se tivermos em linha de conta os planos de trabalho e as actividades culturais anexas ao programa.

Permitiu a alguns participantes tomarem contacto pela primeira vez com a tradição do S. Martinho no respectivo dia durante o congresso.

E para o ano, conta-se com a quarta edição do Congresso mais uma vez nas margens do Gilão!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Entrou Novembro e......

Com a entrada do mês de Novembro eis que se aproxima o III Congresso Internacional de Provérbios que irá decorrer na segunda semana do mês na cidade de Tavira.

É verdade, já é o TERCEIRO Congresso Internacional!!!!!

Para mais pormenores, consulte:

http://www.colloquium-proverbs.org/index.php

sábado, 5 de setembro de 2009

Em Setembro secam as fontes e a chuva leva as pontes

O mês de Setembro, pelo menos na sua primeira parte ainda é de tempo quente, mais moderado que o Agosto, mas ainda parecendo uma continuação deste.

Consoante se avança pelo mês, as noites vão sendo mais reconfortantes pela sua amenidade, apesar de durante a parte diurna ainda o sol dar mostras do seu poder.

Também é hábito deste mês, consoante se aproxima o Equinócio de Outono, surgirem fortes trovoadas e aguaceiros que normalmente provocam alguns estragos.

Esses estragos não são tanto pela dureza do fenómeno atmosférico mas mais pela incúria humana que levou todo o Verão e encher de lixo os leitos das diversas linhas de água, incluindo os sistemas pluviais urbanos.

Assim quando Setembro brinda com um forte aguaceiro as inundações são mais que muitas, todas pelo motivo atrás expresso. Depois no resto do período habitual de precipitações, mesmo quando as mesmas são de maiores dimensões já não sucedem tal tipo de inundações.

Os arcos de uma ponte a obstruir o caudal elevado e momentâneo de uma linha de água podem conduzir ao colapso da estrutura.

sábado, 29 de agosto de 2009

Em Agosto secam as fontes e ardem os montes

A primeira parte deste provérbio é apenas uma análise climatológica e hidrológica de Portugal, na maioria do seu território, neste mês central do Verão.

A pluviosidade é praticamente nula em todo o território continental o que adicionado ao clima quente e de forte insolação faz com que a hidrologia seja bastante afectada e apenas as fontes de água de maior alimentação continuam a brotar. Todas as outras de menor alimentação vêem os seus caudais reduzidos e anulados.

Mas este efeito também se transmite à vegetação onde uma baixa taxa de humidade e uma forte taxa de insolação acrescida pelo número de horas da sua duração origina que a vegetação esteja bem parca de águas, muita dela seca, originando uma boa fonte de material combustível.

Se em termos climatológicos as coisas não se têem alterado de modo muito significativo, já quanto à segunda parte do provérbio o mesmo não se pode afirmar.

É que até ao século XX os montes em Agosto ardiam ou por motivos naturais que originavam o foco de incêndio ou por alguma imprevidência nos trabalhos agrícolas sendo ambas pouco frequentes. A terceira causa, de frequência raríssima, era a de origem na malvadez humana.

No século XXI, quer os motivos naturais quer as imprevidências nos trabalhos agrícolas, continuam com a mesma baixa taxa de aparecimento. Mas já quanto à terceira causa, a malvadez humana, esta subiu para taxas de acontecimento nunca vistas, sendo quase constantes e diárias.

Já faltam poucos dias para acabar o Agosto!

sábado, 1 de agosto de 2009

Em Agosto escolhe Tavira se tens bom gosto

Acaba de entrar este mês o oitavo do calendário gregoriano e juliano. Também é o segundo mês do Verão e durante o mês se atinge o equador dessa estação do ano.

Mês quente e soalheiro embora por vezes também apareça pelo norte de Portugal o seu aguaceiro.

É o mês de férias por excelência agora que todos pensam que a praia é o fino das férias. Existem locais de interior onde este mês é bem mais prazenteiro para quem nele se acolhe do que as escaldantes praias de sol e água do mar inundadas por multidões.

Também é o mês das festas e romarias, algumas com créditos firmados.

Se a tua escolha for a recomendada no titulo encontrarás nos primeiros dias do mês as festas típicas de uma comunidade local de pescadores com fortes tradições. São as festas da capital do Polvo.

Também encontrarás outras actividades que ajudarão a ocupar os momentos de lazer.

sábado, 25 de julho de 2009

Por Santiago, na vinha pinta o bago

O dia de Santiago, mais propriamente Santiago Maior, é um dia de grandes festividades na Galiza por ser o seu grande santo, com honras de grande catedral em Santiago de Compostela onde desde os primeiros séculos da cristandade se dirigiam grandes peregrinações na Europa.

Festeja-se este santo no dia 25 de Julho, época bem calorosa quando o Verão leva pouco mais de um mês de vida.

Em termos vinícolas é a altura em que os bagos dos cachos de uvas que já se penduram nas videiras começam a ganhar cor anunciando a fase de completar do desenvolvimento das uvas e da fabricação da base dos néctares vínicos que daí advém.

O provérbio em língua castelhana que lhe corresponde é o seguinte:

"Por Santiago pinta el bago; pinta la uva, que ya está madura".

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Justicia es lo que quieren dos de três

Este refran castelhano que poderá ter como correspondente em português:

No Tribunal Justiça é o que querem dois de três.

E é fácil assim entender pois num julgamento estão presentes três partes:

O Juiz que quer fazer Justiça.

A Acusação que quer ver a sua causa provada e feita Justiça.

A Defesa que quer provar que as causas da acusação não são correctas e que seja feita Justiça à sua parte.

Como se sabe o Julgamento termina sempre com uma sentença determinada pelo Juiz que assim cumpre a sua parte de Justiça e a razão dada a uma das partes, Acusação ou Defesa, portanto o segundo que seja beneficiado pela sentença.

Claro que a terceira parte achará que não lhe foi feita Justiça.